Adote uma Raiz – Lugar de Prancha é no Mar !

Esse é o título da campanha de doação do projeto Raízes do Surf. Para aqueles que quiserem colaborar com as ações do projeto, aceitamos doações de material escolar, livros didáticos e para-didáticos, brinquedos e também de pranchas de surf. Os contatos seguem no cartaz. Nossa equipe acredita que antes de ser lixo ou decoração todo material pode ter sua utilidade para projeto. Recado dado.

 

Uma Aula de surf e de Alegria !

Porque nos acreditamos que o surf é mais que um esporte. É um estilo de vida, promove o respeito, a diversão e o contato com a natureza. Assim como saúde e educação, TODA criança tem o direito ao lazer, o direito de ser criança! Com algumas pranchas e um dia de sol e muita energia, concretizamos uma ação que em sua simplicidade encheu a praia de alegria: aulão de surf com a molecada dos Raízes do Surf.

 

O bem estar corporal é um dos benefícios do surf.  Além do corpo o surf exercita a mente, promove  o contato com a natureza, despertando assim para questões ambientais, um dos focos do ” Raízes”.

 

 

Raízes Artivistas

Julho é o mês das férias e a praia de Ajuruteua como várias outras do litoral do Pará recebe numerosos veranistas. Às vezes tanta gente assim assusta e quebra a rotina de quem mora na praia.

Nossa idéia então foi despertar a expressão e criatividade da molecada estimulando que eles criassem frases ou desenhos com mensagens tanto para os visitantes quanto para a comunidade. Os deixamos livres para mandar o recado seja em questões ambientais, sociais ou livres, apenas combinamos que deveria ser uma mensagem do bem. Alguns ficaram contidos, aos poucos foram se soltando, ao final do dia já queriam pintar um muro inteiro.

Essa fica pra próxima, mas a idéia está anotada. Termino nosso diarinho de bordo com a mensagem do Rodrigo, 11 anos “ FAÇA ALGUEM FELIZ HOJE”.

Raízes Conscientes

São 4 os “R” que formam O Raízes do Surf: Reduzir, Reutilizar, Reciclar, Reeducar. Em um dia especial os fantoches ganham voz e falam sobre o meio ambiente, agradecimento ao Programa de Educação Tutorial-PET da faculdade de Engenharia de Pesca do Instituto de Estudos Costeiros da UFPA/Bragança pela colaboração em mais uma ação do projeto.

Conhecendo meu “Quintal” – uma aula sobre oceanos

8 de junho é o dia dos oceanos. Para comemorar a data as oceanógrafas Inaê Nascimento e Bruna Martins falaram sobre os ventos, as ondas, os oceanos e os bichos que vivem na água.

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Estimular a criatividade. Uma folha de papel é um mundo livre para as crianças de Ajuruteua.

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Esperamos a maré baixar para aprender brincando. Agradecemos especialmente o Projeto Bicho D’Água por ter cedido o ecojogo nesse dia especial para o Raízes do Surf.

Oficina de Minhocario

Alguma vez você já se perguntou o que fazer com as sobras das refeições? Infelizmente desperdiçar alimentos ainda é uma prática comum, talvez a falta de conhecimento sobre métodos de reciclagem deste lixo orgânico influenciem para esse ato.

Você já ouviu falar de  minhocario doméstico?

É um sistema de reciclagem do lixo orgânico caseiro, com minhocas transformando restos de alimento em adubo. Esse processo – chamado de vermicompostagem – rola dentro de caixas plásticas cheias de terra, onde as “operárias” mandam ver nas sobras de rango, digerindo esse material e gerando um húmus superfértil no lugar. (fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/minhoca-composteira-adubo-lixo-organico-493310.shtml)

Com a mão na terra as crianças de Ajuruteua aprenderam a fazer um minhocário para destinar uma parte do lixo orgânico. Agradecimento especial ao Rafael Busquetti.

Raizeros

(Bruna Maria Lima Martins – Oceanógrafa)

Sou um pouco do mar. Pertenço a classe das MARias, nasci MARanhense. Desde pequena minha cabeça nunca conseguiu separar o homem da natureza por isso me permiti à liberdade em conhecer os oceanos, daí esbarrei na oceanografia na Universidade Federal do Pará (2007-2011).  Para a sociedade sou Oceanógrafa, estudo com muita paixão duas classes de animais que dependem muito da água para viver: os mamíferos aquáticos (baleias, golfinhos, botos, peixes-boi) e os pescadores do litoral amazônico. Graças a eles me descobri em cantinhos encantadores do litoral paraense e entrei de cabeça em projetos para a conservação dessas espécies (uma experiência e tanto).  Ainda no mar, ingressei na onda do surf, (re)conhecendo lugares e pessoas, entre o equilíbrio  e o movimento veio o estimulo em concretizar esse projeto.  Um pouco da mudança que gostaria para o mundo.

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(Inaê Brito de Albuquerque Nascimento – Oceanógrafa)

Minha mãe sem querer me deu um nome do mar. Daí, não deu outra, cresci com o mar em mim e virei oceanógrafa. Me formei pela UFPA no inicio de 2010 e desde então sou mestranda em Ecologia de Ecossistemas Costeiros e Estuarinos, pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia Ambiental da UFPA em Bragança. Estudo o movimento das águas e como esse movimento desenha o litoral e nossas rotinas. Minha rotina agora se divide entre o mar e o circo. É que além de oceanógrafa sou aprendiz de acrobata aérea em um grupo de artes circenses em Belém. Às vezes preciso ser contorcionista para conciliar esses dois ofícios, às vezes é só preciso se deixar ir e vir feito maré. O Raízes do Surf é um projeto coletivo, construído a partir de sonhos de cada raízero. A minha contribuição nessa construção vem da minha vontade de compartilhar o meu amor pelo mar e tudo o que acho bonito.

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 (Pablo Remigi – Graduando em Oceanografia)

Pablo não fala muito de si, então decidi falar um pouco por ele. Pelo que sei, desde pequeno viaja pela Amazônia, já tomou por aí muito banho de rio e de igarapé. Pelo que demonstra gosta de se aventurar e de alguns desafios. Compartilhamos juntos de certas aflições, e sonhamos com mudanças reais no mundo. Pelo que percebo é um ser humano dotado de uma sensibilidade incrível. Atualmente ouvi dizer que cursa oceanografia na UFPA (Universidade Federal do Pará), outros contam que se apaixonou pelo surf e desde então se deixa levar por ondas de descobertas, muitos até arriscam um gosto pela fotografia. Do que os outros falam, e do que ele não quer dizer, a verdade é que cada vez mais ele me surpreende e me enche de orgulho, sinto o privilégio de sua companhia. O “Raízes” é mais um desafio que abraça e destina um pedaço de cada um dos seus talentos, rendendo muitos sorrisos  e experiências. (Por Bruna Maria Martins)

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 ( Kelle Cunha – Biológa)

Uma onda que cresce: Como tudo começou?

O Raízes do Surf é um projeto socioculturalesportivoambiental, assim tudo junto mesmo, porque as crianças de Ajuruteua tem uma fome enorme de tudo isso.

Era uma vontade que crescia nos movia e nos indignava: tornar o conhecimento adquirido entre as famosas quatro paredes da universidade, precisamente do curso de oceanografia útil a quem realmente interessava. Mas só a oceanografia?! Percebemos e concordávamos que a arte, a cultura e a consciência ambiental deveriam ser prato básico na formação de um ser ético e sensível. O tempo foi passando, a vontade crescia, mas ainda não tinha forma. Das voltas que o mundo dá surgiu o surf em nossas vidas, e com ele ficou mais evidente a necessidade de se equilibrar em pé e encarar qualquer deslize. Nas andanças pelo nordeste paraense, um litoral escolhido para abrigar as pessoas mais encantadoras da Terra, conhecemos um garotinho da praia de Ajuruteua chamado Samuel que com apenas 9 anos mandava super bem no surf, herdando o talento do Pai. A partir do Samuel e sua família, começamos a conhecer uma molecada que divide seu cotidiano entre ajudar os pais no trabalho na praia, ir à escola (quando tem), e o surf. Com as visitas freqüentes ouvimos das próprias crianças e de seus pais essa fome enorme pelo acesso a arte, educação, saúde… e claro, um incentivo ao esporte que eles tanto gostam. Nossa vontade conjunta começava então a criar forma. Mas como levaríamos isso a eles? E foi assim, feito milagre, que alguém na rua me entregou um papel de divulgação da abertura do edital de patrocínio a projetos do Banco da Amazônia. As ideias então já escorriam entre as linhas e junto com a motivação formariam o texto que é esse projeto. Agora começamos a dar nossas primeiras remadas, pegamos uma boa onda, procurando sempre a construção que acreditamos de forma coletiva, difundindo práticas ecológicas, o respeito e a gentileza. Nosso sonho, o qual a comunidade e amigos começam a abraçar, é levar as crianças de Ajuruteua uma alternativa à marginalização, através do incentivo ao surf, como um esporte que desenvolve corpo e mente e promove um contato direto com a natureza, e o acesso às diversas artes, estimulando a criatividade e gosto pelo conhecimento. Sejam bem vindos todos que queiram ajudar a construir esse sonho tão querido!

(Inaê Nascimento e Bruna Martins – 27.06.2012)